Vidência e Necromancia ao longo da história

Vidência e Necromancia ao longo da história

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O acto de Necromancia é o acto de entrar em contato com espíritos de mortos, demónios ou entidades das trevas ou do Alem-tumulo. Esse tipo de contacto com os espíritos de mortos e entidades das trevas, é considerado pela Igreja como um acto de Magia negra.

Nos dias de hoje, a esta doutrina espiritual chama-se «espiritismo», porem antes do sec XIX , ( e nos tempos biblicos), chamava-se de necromancia.

A vidência e a necromancia são fenómenos amplamente retratados na Bíblia. Não apenas se pode constatar a sua realidade no Antigo Testamento através do famoso episodio da  bruxa de Endor , como também se pode observar no I Livro de Samuel, onde assim está escrito:

Então Saul disse ao seu moço: Eis, porém, se lá formos, que levaremos então àquele homem? Porque o pão de nossos alforjes se acabou, e presente nenhum temos para levar ao homem de Deus; que temos?
E o moço tornou a responder a Saul, e disse: Eis que ainda se acha na minha mão um quarto de um siclo de prata, o qual darei ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho
(Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia assim: Vinde, e vamos ao vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente).
(…)
E Saul se chegou a Samuel no meio da porta, e disse: Mostra-me, peço-te, onde está a casa do vidente.
E Samuel respondeu a Saul, e disse: Eu sou o vidente
1 Samuel 9:7-19

Pois assim se fica a saber: a vidência é reconhecida na Bíblia, sendo que, ( de acordo com os ensinamentos bíblicos),  os videntes que recebem diretamente o espírito de Deus – ou um espirito de Deus – são chamados de profetas, ou seja, são homens que através de um espirito de Deus , ( como anjos ou arcanjos), recebem mensagens, augúrios, palavras e visões provindas de Deus. E porem, a realidade é esta: o profeta é um vidente, com a diferença que o vidente normal recebe mensagens de espíritos desencarnados ou falecidos, assim como de espiritos de trevas, ( mensagens de necromancia recebidas atraves de magia negra), ao passo que o profeta tem uma forma de vidência de magia branca, e por isso recebe mensagens de espíritos celestiais de Deus, como anjos e arcanjos.

Mais provas da existência do fenómeno espírita podem ser encontradas na própria vida de Jesus, pois que assim se pode ler no Livro de Mateus:

Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
Mateus 17:1-3

Pois assim se sabe: Jesus entrou em contato com os espíritos de Moisés e Elias, que são espíritos de profetas que já haviam falecido muito tempo antes do nascimento de Jesus. Pois bem: o contacto com espíritos de mortos e desencarnados é precisamente a própria definição de «Videncia», e por isso eis a mediunidade e a «vidência» comprovadas neste relato da vida de Jesus.

Também se pode observar a existência do espiritismo e da vidência em mais relatos do Novo Testamento, onde no Livro de Atos são Paulo se cruza com uma jovem que tinha dons de mediunidade. Nesse episodio, assim se pode ler:

E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.
Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.
E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E na mesma hora saiu.
Atos 16:16-18

Pois deste episodio três lições se podem aprender:

Primeira lição: a mediunidade ou a vidência é um fenómeno historicamente reconhecido, e é um facto retratado até nos textos sagrados. Se bem que naqueles tempos se chamava adivinhação á vidência, ( e por isso se diz que a jovem tinha um espirito de adivinhação com ela), porem na verdade a vidência nada tem de ver com adivinhações, pois um vidente não adivinha nada, ele apenas entra em contato com espíritos e deles recebe mensagens, visões, pressentimentos e augúrios que os espíritos lhe queiram revelar sobre determinada demanda.

Segunda lição: desde tempos imemoriais que é reconhecido que a pessoa com capacidades mediúnicas é uma pessoa quem tem um espirito consigo, ( que é o seu  Guia Espiritual), e que através desse espirito o médium consegue entrar em contato com o mundo dos espíritos. Por isso mesmo neste episodio bíblico se diz que a jovem tinha um espírito consigo.

Terceira lição: uma pessoa com sensibilidade espiritual e  Cofre Aberto não é uma pessoa ruim, muito pelo contrario, e isso o demonstra este episodio Bíblico, pois a jovem bem que anunciou que são Paulo era um verdadeiro homem de Deus que trazia verdadeira salvação. Porem: o contrário também é verdade, e assim se fica a sabe que desde sempre a igreja teve uma relação muito desconfortável para com os videntes e fenómenos de vidência. Por isso mesmo as praticas de contactar com as almas dos mortos ou os espíritos do Alem-tumulo foram consideradas pela Igreja como praticas de Magia Negra.

Em resumo:

A vidência não pode ser desmentida, e é um fenómeno intemporal e historicamente comprovado até aos dias de hoje.

O sacerdote Daniel é sacerdote ordenado pela Congregação Devocional de são Cipriano, e exerce a sua actividade no Altar de são Cipriano e Bruxa Èvora. Quer saber mais sobre amarrações, magia negra, trabalhos de magia, vidência, bruxaria ? Então veja e leia tudo, em:

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O acto de Necromancia é o acto de entrar em contato com espíritos de mortos, demónios ou entidades das trevas ou do Alem-tumulo. Esse tipo de contacto com os espíritos de mortos ou com entidades das trevas, é considerado pela Igreja como um acto de Magia negra.

Nos dias de hoje, a esta doutrina espiritual chama-se «espiritismo», porem antes do sec XIX , ( e nos tempos biblicos), chamava-se de Necromancia. Nas artes ocultas da Necromancia inclui-se a Vidência, que é a capacidade de entrar em contacto com o mundo dos espíritos, ou mundo do Alem-tumulo.

Assim sendo:

Vidência é a capacidade de entrar em contacto com os espíritos, com o mundo dos espíritos, com as almas já desencarnadas, com o mundo dos mortos, ou com as aparições e assombrações que habitam no mundo das almas.

Sobre a vidência

Existem 6 tipos de capacidade paranormal de mediunidade ou clarividência, ou aquilo a que se chama de vidência, e são essas:

Vidência onírica – manifesta-se através de sonhos reveladores que mais tarde se confirmam terem acontecido ou irem acontecer tal conforme o vidente sonhou.

Vidência física – é praticada através da qual o vidente que consegue entrar em contato com o mundo dos espíritos através do toque o manuseamento de um objecto místico, tal conforme as cartas de Tarot, búzios africanos, ossos vodu, tabua Ouijá, etc.

Vidência sensitiva – manifesta-se através de sensações e pressentimentos que depois se confirmam terem acontecido ou irem acontecer tal conforme o vidente pressentiu.

Vidência psíquica – ocorre quando o vidente recebe na sua mente mensagens dos espíritos, seja através de palavras, ou de imagens, ou de pensamentos, ou de frases, sendo que essas mensagens depois confirmam ter nexo com a realidade e serem verdadeiras, seja por terem acontecido ou irem acontecer tal conforme a mensagem que foi recebida pelo vidente.

Vidência auditiva e olfactiva – ocorre quando o vidente escuta sons, murmúrios, melodias, sendo que esses sons correspondem a mensagens que se confirmam serem verdadeiras. Podem manifestar-se sons de vozes humanas, ou sons de animais, ou uivos de assombrações, ou todo o tipo de manifestações audíveis sem explicação numa casa ou num local,  ( tais como batidas inexplicáveis, coisas a invisíveis a arrastarem-se, etc), Sucede tambem quando o vidente sente cheiros, aromas, fragrâncias,  pois que as presenças espirituais também se manifestam pelos odores. O «odor da santidade» é reconhecido pela igreja como uma fragrância que se sente na presença de bons espíritos, ao passo que os odores de enxofre, assim como os cheiros putrefactos e nauseabundos ocorrem como manifestação de espíritos demoníacos ou malignos. Todas essas sensações auditivas ou olfactivas podem ocorrer sem explicaçao, e ser recebidas pelo vidente.

Vidência visual – ocorre quando o vidente tem visões claras de locais, objectos, pessoas, ou acontecimentos, e se comprova que essas mensagens são verídicas, por terem acontecido ou irem acontecer tal conforme a mensagem que foi recebida pelo vidente.

O que é um espirita ou um vidente?

um espirita, ( ou um médium, ou um vidente,), serve de mensageiro através do qual os espíritos lhe falam, seja por sonhos, seja por visões, seja por pensamentos ou palavras que os espíritos lhe murmuram, seja por pressentimentos, sentimentos ou sensações que os espíritos lhe despertam, seja por sinais ou augúrios que os espíritos lhe revelam.

Dessa forma, o espirita – ou o médium – serve como um intermediário entre o mundo dos espíritos, (  dos espíritos já desencarnados que vivem no «Outro lado», ou no mundo dos mortos), e este mundo, ou o mundo de todos nos que estamos aqui vivendo enquanto espíritos encarnados em corpos de carne e osso e sangue.

Um espirita ou um médium tem essa sensibilidade espiritual, que é a capacidade de escutar aos ecos do mundo dos mortos, e a capacidade de ver as mensagens, as visões, os pressentimentos, os augúrios e os sinais que os espíritos lhe enviam, por forma a passar essas mensagens aos vivos que ainda estão habitando neste mundo.

Habitar nessa fronteira – ou nessa franja de realidade desfocada e periclitante –  entre este mundo dos vivos e o mundo dos espíritos, não é fácil!, e pode atrair todo o tipo de moléstia e de sofrimento a quem vive ligado a ambos os mundos!, pelo que não é missão fácil e é um fardo de responsabilidade que se carrega nos ombros por toda a vida

como trabalha o espirita ou o vidente ?

os espíritos quando falam, eles falam através de visões, ou de sons, ou de símbolos, ou de pressentimentos, ou de visões, ou de augúrios, ou de sinais,  ou de palavras que são enviadas a quem está sintonizando-se com os espíritos, e contactando aos espíritos!

Então:

os espíritos não falam por isso nos termos que nós humanos queremos nem mandamos, mas os espíritos falam sim conforme eles querem, como eles querem, e sempre na linguagem dos espíritos, ou seja: através de mensagens, de sinais, de visões, de mistérios e de augúrios que eles entendem que devem passar do «outro lado», ( do mundo dos espíritos e dos desencarnados), para este mundo, que é o nosso mundo dos vivos e encarnados em carne e osso.

Assim sendo:

certas palavras quando são murmuradas pelos espíritos não são – por vezes – entendíveis com toda a clareza!, pois os espíritos e as aparições falam como se estivessem murmurando através de um véu muito espesso, e como se estivessem muito distantes, pois eles estão «do outro lado», (no mundo dos espíritos), e por isso os seus ecos nem sempre são fáceis de compreender com clareza, pois quando chegam a este mundo já vem algo distorcidos ou enfraquecidos, como imagens turvas e desfocadas, ou sons que atravessaram grande distancia e por isso estão abafados, ou tem muito ruido no meio.

Os espíritos falam por vezes de forma misteriosas, e eles movem-se por caminhos insondáveis, e eles anunciam augúrios difusos, turvos, e nebulentos!, e eles manifestam-se através de sinais enigmáticos!, ou de pressentimentos!, ou de sensações!, ou de visões!, ou de aparições!, pois os espíritos – já estando desencarnados e já não tendo um corpo – então não falam com a boca e com palavras conforme nós falamos,(nós que estando neste mundo temos um corpo e uma boca para falar), mas sim os espíritos, (desencarnados que são!, e estando no lado oculto do mundo dos mortos e dos espíritos!), falam por sinais, por mensagens e por augúrios que por vezes não são nítidos!, e são sempre  algo turvos ou desfocados para quem os recebe!

Então:

por isso mesmo o espirita que está recebendo essas mensagens, transmite-as conforme as está conseguindo receber, e procura sempre confirmar – junto daquele que se está consultando – sobre o significado dos símbolos, dos sons ou das imagens que está vendo e recebendo do mundo dos espíritos. O vidente procede assim, porque o vidente não é o autor das mensagens, mas apenas o mensageiro, ou seja: o vidente é como um carteiro que entrega uma carta ao seu destinatário, e porem não sabe o que vai escrito nessa carta, pois nao foi ele que a escreveu. Pois com as mensagens dos espíritos sucede o mesmo, isto é: o vidente é o mensageiro que entrega as mensagens dos espíritos a quem os procurou, e porem ele nao é o autor dessas mensagens, pelo que cabe ao destinatário da mensagem procurar compreender aquilo que lá está dito, pois que se tratam de coisas que apenas essa pessoa e os espíritos é que podem saber, mas que o vidente obviamente desconhece.

Cuidados a ter com a leitura mediúnica

Sobre o Guia Espiritual

Chama-se leitura mediúnica ao contato que o vidente estabelece com o mundo dos espíritos, e através do qual recebe dos espíritos mensagens, sejam elas na forma de visões, de pressentimentos, de augúrios, de sinais, de palavras, etc. Nesse processo, todo o vidente experiente e treinado tem um guia espiritual, e é esse guia espiritual que serve de elo ou ponte entre o vidente e o mundo dos espíritos.

O que é o guia espiritual ? O guia espiritual é um espírito de um falecido do vidente, um espirito que habita no mundo dos mortos, e um espirito que acolhe o médium sempre que o espirito do vidente entra espiritualmente – e temporariamente –  no reino dos mortos. O vidente é uma pessoa que espiritualmente está muito perto do mundo dos mortos, e por isso a sua alma está aberta a migrar através do véu que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos, e a fazer incursões temporárias nesse reino dos espíritos. Pois o Guia Espiritual é o espírito que recebe o alma do vidente lá do Outro-Lado, e o acolhe durante essas visitas temporárias. O Guia Espiritual é a garantia que quando o vidente entra em contato com o mundo dos espíritos, ele está protegido e será direcionado para comunicar com espíritos que o podem ajudar, ao invés de se deparar com espíritos negativos e prejudiciais. Por isso: um vidente tem de ter um guia que habita lá no mundo do Àlem, ( normalmente um familiar já falecido),  assim como o vidente deve de antecipadamente tomar uma serie de precauções para evitar os perigos do contato com o mundo dos mortos.

Sobre os vários espíritos do mundo espiritual 

Veja-se: o mundo dos espíritos é um mundo do qual pode provir grande virtude e beneficio, e porem o seu oposto também é verdade, ou seja: mas também é um mundo de perigos. Pois assim sendo: quando se passa o véu que separa o mundo dos mortos do mundo dos vivos, eis que na neblina e névoas do mundo dos espíritos você pode encontrar espíritos positivos dispostos a ajudar e enviar mensagens uteis ao seu problema, e porem dessa mesma neblina e névoa de trevas que reside para alem da vida, aí podem residir demónios, espíritos revoltados e  irados ou vingativos, espíritos a que chamamos «tricksters» ou espíritos impostores, que são entidades que gostam de brincar e enganar o incauto e leigo que entra nos seus domínios ocultos.

Pois bem: são comuns os casos de pessoas sem treino e impreparadas que ao lidar com a vidência através de tabuas Ouijá, ou pêndulos, ou cartas de Tarot, etc, ao invés de encontrarem espíritos auxiliadores, antes encontram esse tipo de espíritos negativos. Por consequência, tem sucedido que essas pessoas impreparadas julgam estar a falar , ( por exemplo), com um ente falecido a quem queriam contactar, para mais tarde descobrirem – a grande custo e com grandes prejuízos – que afinal estavam a falar com um demónio ou uma entidade maligna. Isso são casos perigosos, pois esses são os casos em que o médium pode acabar por ficar preso entre este mundo dos vivos e o mundo dos mortos, ou seja: pode acabar possuído por espíritos de trevas, estando o seu corpo físico neste mundo, e porem a sua alma aprisionada no mundo dos mortos, e aquilo que passa a controlar este corpo físico é uma entidade maligna. Muitos destes casos já levaram a consequências fatais como a demência ou até mesmo falecimentos, e por isso: não pratique a vidência nem a mediunidade sem saber o que está a fazer, e sem ter tido o devido treino para lidar com esta realidade oculta.

Por isso: se procura contactar com os espíritos ou fazer um trabalho com os espíritos, então procure um especialista, e não se meta a mexer naquilo que desconhece.

Sobre o contato com os espíritos

Primeira lei sobre as mensagens dos espíritos:

Os espíritos não são papagaios nem computadores. Significa isto: os espíritos não são papagaios para estar a falar aquilo que você quer ouvir – e por vezes nem falam quando você quer – mas sim eles enviam mensagens, sinais, avisos e mensagens que servem para nos dar orientação.

Por outro lado: os espíritos não enviam relatórios de computador ao premir de um botão, mas sim eles – que estando no mundo sobrenatural dos desencarnados e defuntos – conseguem ver aquilo que nós não conseguimos, e por isso enviam-nos mensagens para nos guiar face áquilo que estamos a viver, guiando-nos no caminho certo quanto ao que poderemos viver se pisarmos os caminhos certos com os passos certos. Por isso: anos não nos cabe escrutinar nem esmiuçar as mensagens dos espíritos, mas sim cabe-nos é escutar, respeitar e interpretar as mensagens do espíritos e aparições.

Segunda lei sobre as mensagens dos espíritos:

Os espíritos não advinham nada. Se você está á procura de contactar os espíritos para ganhar na loteria, então desengane-se. Os espíritos do mundo dos desencarnados não adivinham nada, mas sim os espíritos dos mortos enviam mensagens, dão sinais, augúrios e avisos que servem para nos guiar aqui no mundo dos vivos.

Por isso: Se você quer saber sobre jogos, então vá a uma casa de jogos, porque os espíritos não trabalham em casa de loteria, mas sim habitam no mundo dos mortos. Significa isto: as mensagens do Alem-tumulo não servem para adivinhar, mas sim para guiar e orientar. Ou seja: servem para orientar espiritualmente a quem os procura.

Da mesma forma: não vá fazer perguntas idiotas aos espíritos. Por isso há um lema que os videntes bem conhecem, e que é: «aos espíritos o que é dos espírito, e ao homem o que é do homem», ou seja: se a senhora quer saber se está gravida, então a senhora não precisa dos espíritos, precisa é de uma farmácia e de um teste de gravidez. Logo: não vá perguntar aos espíritos coisas que não precisa deles para saber, porque são coisas mundanas, e isso não é necessário estar a acordar a alma de um morto para saber, porque isso até lhe pode é causar coisas ruins na vida. Da mesma forma: não vá perguntar aos espíritos como está a sua vida, porque para saber como está a sua vida voce apenas precisa dos seus dois olhos, porque isso você já sabe, porque você já está vivendo a sua vida, não é verdade ? Logo: não vá testar os espiritos, nem vá brincar com espiritos, e faça perguntas concretas e objectivas e que sejam verdadeiramente importantes para a sua vida, pois aí sim, os espíritos dar-se-ão ao trabalho de responder, e de dar orientações. Porem: estar a incomodar os espíritos com idiotices, isso é estar a pedir para eles lhe responderem com infestações e pragas que podem causar grande dissabores em sí mesmo, ou nas pessoas que você ama.

 

Terceira lei sobre as mensagens dos espíritos:

As mensagens dos espíritos são para respeitar, e não para questionar.

O espirito fala aquilo que quer, da forma que quer. Cabe-nos ter os ouvidos e o entendimento para os compreender, e cabe-nos aceitar as suas mensagens.

Não vale a pena estar a insistir com um espirito ate á exaustão, porque o espirito só lhe dirá aquilo que lhe pode dizer, e o espirito apenas lhe revelará aquilo que quer revelar.

Por isso: não vale a pena querer esmiuçar nem questionar os augúrios dos espíritos. Ao contrario, cabe a quem escutou ao espirito aceitar a mensagem dos espíritos, interpretar os sinais e augúrios dos espíritos, e guiar-se pela revelação que o espirito fez.

Regras a respeitar quando se consulta os espíritos através de um vidente

Primeira regra sobre a consulta aos espíritos:

A primeira regra para se consultar aos espíritos é aquela que são Cipriano ensinou, pois olhai que assim se pode ler na obra de são Cipriano:

Repetimos de uma recomendação: não useis (…) para coisa fúteis, nem para brincadeiras, nem para lotarias, nem para nada que não seja honesto. Não brinqueis com essas coisas  (…) não penseis sequer nisso (…) é faca de dois gumes que poderá conduzir (…) a situações difíceis

Obra de são Cipriano, Pag 385

Pois por isso, assim avisa o ensinamento do santo:

O contacto com os espíritos é coisa seria que tanto pode beneficiar quem a ele recorre com seriedade e verdade, como pode bem prejudicar e desgraçar quem a ele recorre com falsidades ou má-intenção.

Pois por isso:

Quando a espirito se coloca questão falsa, então com falsidade ele responderá, e desolação do espirito retirareis, pois que espirito não é coisa para se brincar nem para ser encarado de ânimo leve.

Da mesma forma:

Jamais consulteis a um espirito por mera curiosidade, nem por leviandade, e ainda menos para testar ao espirito, pois que espirito que é consultado apenas para ser duvidado, para ser motivo de chacota, ou – simplesmente – para ser testado… esse acaba sempre infernizando-vos e fazendo da vossa vida um purgatório.

Em resumo, o ensinamento é:

O que se dá ao espirito, é o que do espirito se recebe.

Ou seja:

Se colocardes verdade nas vossas perguntas, então do espirito colhereis verdade na resposta.

E porem:

Se mentiras, leviandades, falsos propósitos, brincadeiras ou falsidades colocardes nas vossas perguntas, então do espirito recebereis deceção, desnorte, desorientação, mentiras, desapontamento e desolação na resposta, pois que os espíritos de mortos e aparições não são coisa para se brincar.

Pois por isso, e conforme dissemos:

O que derdes ao espirito, do espirito recebereis.

Quer isso dizer:

Dai ao espirito verdade e recebereis verdade; dai-lhe mentira e recebereis mentira.

Segunda regra sobre a consulta dos espíritos

Assim se pode ler na obra de são Cipriano:

Se uma pessoa vos consultar (…) e vós não virdes nada, dizei francamente que não vistes nada: não inventeis nada para dizer. O consultante respeitar-vos-á muito mais se não conseguirdes ver nada, do que se disserdes alguma coisa inventada

Obra de são Cipriano, Pag 384

Pois assim se sabe:

A vidência não é como uma lâmpada que se liga e desliga conforme o clique de um interruptor. Por vezes os espíritos querem-se manifestar, e outra vezes eles não querem, e optam por permanecer em silencio, repousando lá nas distantes névoas das profundezas abismais do mundo dos mortos. O vidente tem de respeitar a vontade dos espíritos, e jamais forçar um contato de forma contrariada, pois que os espíritos tendem a reagir mal quando são forçados a manifestar-se contra a sua vontade.

Terceira regra de consulta dos espíritos

Os videntes estão proibidos de revelar certo tipo de mensagens, pois que assim o ensinou são Cipriano quando assim escreveu:

se uma pessoa vos consultar (…) não digais nada que possa vir a destruir um lar, ou causar sofrimento

Obra de são Cipriano, Pag 384

se uma pessoa vos consultar (…) jamais informeis o consultante sobre o dia da morte dele (…) também não aviseis a uma pessoa que ela vai ficar doente ou quem vai falecer

Obra de são Cipriano, Pag 384

Pois assim se sabe:

Certas coisas não deve o vidente revelar, pois podem ser demasiadamente perturbadoras para o consultante, e nesses casos – apesar do vidente receber a mensagem dos espíritos – deve sobre esse augúrio manter silencio e segredo.

Toda a verdade sobre a videncia

Eis assim toda a verdade sobre a vidência, para que se entenda este fenómeno, para que se desmistifiquem ideias erradas, para que se clarifiquem equívocos, e para que se recorra da vidência com a plena consciência das suas leis, assim fazendo-se bom uso da mediunidade.

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O que é o espiritismo?

O acto de Necromancia é o acto de entrar em contato com espíritos de mortos, demónios ou entidades das trevas ou do Alem-tumulo, Esse tipo de contacto com os espíritos de mortos ou entidades das trevas, é considerado pela Igreja como um acto de Magia negra.

Nos dias de hoje, a esta doutrina espiritual chama-se «Espiritismo», porem antes do sec XIX , ( e nos tempos biblicos), chamava-se de Necromancia.

O que é espirito e o que é alma ?

Qual a diferença entre o espírito e a alma? Todo o corpo tem uma alma, e todo o corpo é o recetáculo para uma alma. Na verdade, é a alma que dá vida ao corpo. No momento da morte, a alma abandona o corpo e migra para o mundo dos mortos, atravessando o véu que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos. Quando isso acontece e a alma abandona o seu receptáculo de carne e osso, então ela volta ao seu estado original, e torna-se espirito. Ou seja: A alma é o espírito enquanto está encarnado e a habitar num corpo, enquanto que a alma uma vez livre do corpo carnal torna-se apenas espirito, espirito no seu estado puro.

O que é o «cofre» de uma pessoa ?

No espiritismo o «cofre» de uma pessoa é a sua alma. Uma pessoa com um cofre fechado é uma pessoa normal com uma alma normal e perfeitamente adaptada ao nosso mundo físico. È assim – pela lei metafisica da natureza dos fenómenos espirituais – que uma alma deve ser e permanecer quando entra num corpo para lhe dar vida ainda no útero materno, e essas almas constituem a maioria das almas da maioria das pessoas que habitam neste mundo. Porem:  por vezes, e por algum motivo, há pessoas que nascem com o cofre aberto, ou seja: uma pessoa com o cofre aberto é uma pessoa com a alma aberta aos fenómenos sobrenaturais,  aberta ao contacto com  o mundo dos mortos, e sensível ás manifestações ou presenças de espíritos. A pessoa que nasce com o cofre aberto tem a alma aberta ás energias do mundo espiritual, e por isso tem a predisposição para entrar em contacto com espíritos, para receber a visita de entidades, para ter pressentimentos de mediunidade, para ter augúrios, para ter visões, para receber mensagens do mundo dos mortos, ou seja: é uma pessoa com capacidades de vidência. São essas as pessoas que desenvolvendo e treinando a sua predisposição inata para o contacto com o oculto, podem operar em trabalhos espiritas e do espirito.

O que são amarrações ?

As amarrações espíritas são invocações de espíritos, são invocações de espíritos que habitam no mundo do «Além-túmulo» ou do «Alem-da-vida», ou seja: são espíritos que habitam para alem deste mundo dos vivos, habitando nas profundas névoas da realidade dos mortos, e que são chamados a vir a este mundo dos vivos para neste mundo edificarem na demanda que lhes é encomendada.

Uma invocação de espíritos pode ser feita para diversos fins: para abrir ou trancar caminhos financeiros, para expurgar o mal de alguém ou injetar o mal em alguém, para curar ou causar enfermidades de origem sobrenatural, para exorcizar ou invocar entidades e forças malignas, para atrair boa-sorte ou infestar com maldiçoes, para afastar pessoas indesejáveis ou atrair pessoas desejáveis, para castigar uma pessoa ruim ou beneficiar uma pessoa boa, para conceder fertilidade ou causar esterilidade, para salvar ou condenar um casamento, para assombrar ou desassombrar um lar, uma família ou uma pessoa, ou – no caso que estamos a descrever – para fins amorosos.

Quando a invocação de espíritos é feita para fins amorosos, então ela chama-se de amarração ou amarrações.

Como funcionam as amarrações espíritas?

Nas amarrações espíritas força-se artificialmente a abertura temporária do cofre da pessoa amarrada. Isso não fará dessa pessoa uma pessoa mediúnica nem vidente, pois o seu cofre não nasceu aberto desde o hora da nascença, mas sim foi artificialmente forçado com uma finalidade, e depois voltará ao normal. Assim sendo:  significa isto que – através de métodos de espiritismo – se abre temporariamente e artificialmente o corpo astral ou a alma dessa pessoa, tornando-a permeável é entrada de forças, energias, espíritos e entidades que ali se vão alojar, e ali vão permanecer para em espírito trabalharem no espírito dessa pessoa. Uma vez iniciadas as amarrações espíritas, então não há quem possa impedir a entrada dessas entidades e espíritos, assim como não há como impedir que essas energias e vibrações permaneçam na alma dessa pessoa que foi amarrada, ali em espírito trabalhando no seu espírito até ela amolecer, ceder, fraquejar e se entregar a quem as amarrações decretaram que ela se deverá entregar. Por isso as amarrações espíritas acabam por ter efeitos no corpo físico e astral da pessoa amarrada por essas amarrações, ou seja: as amarrações influenciam tanto o corpo de carne e osso, como o corpo astral da pessoa amarrada pelas amarrações espíritas. Por isso: não há escapatória possível das amarrações espíritas.

O sacerdote Daniel é sacerdote ordenado pela Congregação Devocional de são Cipriano, e exerce a sua actividade no Altar de são Cipriano e Bruxa Èvora. Quer saber mais sobre amarrações, magia negra, trabalhos de magia, vidência, bruxaria ? Então veja e leia tudo, em:

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O acto de Necromancia é o acto de entrar em contato com espíritos de mortos, demónios ou entidades das trevas ou do Alem-tumulo, e esse tipo de contacto com os espíritos de mortos ou entidades das trevas, é considerado pela Igreja como um acto de Magia negra.

O espiritismo ou a necromancia são uma crença religiosa e mística que professa a existência da vida após a morte, do mundo dos mortos, do sobrenatural, do outro-mundo ou do Além, dos espíritos, das aparições, das assombrações. Na doutrina espirita usam-se técnicas ocultas de magia negra para entrar em contacto com o oculto, ou seja: com o mundo dos mortos, com as almas dos mortos, com os espiritos das trevas, com demonios e entidades infernais, para assim contatar com os espíritos e a eles encomendar as mais diversas demandas. Nos dias de hoje, a esta doutrina espiritual chama-se espiritismo, porem antes do sec XIX , ( e nos tempos biblicos), chamava-se de necromancia.

Ao longo dos últimos milhares de anos, a palavra “necromancia”, interpretada por diferentes pessoas de maneiras muito diferentes. O leigo sabe que é algo que tem a ver com espíritos, mas provavelmente pouco mais saberá.

Por isso, explicamos:

O termo necromancia é derivado da palavra latina “necromantia”, que provem de um conceito clássico pós clássico. O significado grego é uma amalgama dos termos ‘nekros’ que significa “cadáver” e “mantiea”, que significa profecia ou revelação. Ou seja: trata-se da arte oculta de entrar em contato com espíritos de mortos para lhes pedir auxilio numa certa demanda, sendo que os espíritos desencarnados de cemitério respondem indicando o caminho de sabedoria que se deve trilhar para se alcançar um determinado objectivo neste mundo dos vivos. Essa sabedoria transmitida pelos mortos é quase sempre recebida – e pelo necromante – na forma de visões, de augúrios, de pressentimentos, ou mensagens espirituais nem sempre fáceis de interpretar pelo necromante, pois os mortos que já não tem corpo já não falam com a boca mas sim com através do espirito, e por isso eles não se fazem ouvir por palavras faladas como os seres vivos deste mundo, mas sim através de manifestações sobrenaturais e espirituais próprias do mundo dos defuntos. Por isso, nem sempre é fácil decifrar as mensagens que as assombrações estão a passar lá do outro mundo dos mortos para este mundo dos vivos, e por vezes o processo poder ser perturbador, assustador e aterrorizante.

Esta arte faz parte dos mais ocultos pergaminhos do ocultismo, e é uma das mais temidas formas de contacto com o mundo sobrenatural, por lidar diretamente com o mundo dos mortos, dos demonios, e a esfera das assombrações de cemitério.

O exemplo mais proeminente de um caso histórico envolvendo necromancia, é aquele em que Ulisses visita o reino da morte, conforme descrito no poema Odisseia de Homero . A tradição da necromancia era muito comum antes do Renascimento por toda a Europa Oriental, especialmente na Grécia, Sérvia e Roma, etc.

Os necromantes babilônicos eram chamados de ‘manzazuu’ e os espíritos que criavam foram encaminhados para “etemmu”.

Os necromantes são pessoas que tendem a sofrer terríveis padecimentos espirituais, pois não é fácil passar o véu espiritual que separa o mundo dos mortos do mundo dos vivos, e acolher em si o contacto com almas e assombrações de entes já defuntos. Os espiritas – ou necromantes –  são por isso pessoas assombradas e torturadas por assombrações que lhes querem falar lá do outro-mundo dos espiritos, e tais pessoas usam a sua arte oculta com a finalidade de encomendar aos espíritos as demandas que outras pessoas vem pedir ao espirita.

​​Quando Ulisses viaja para a esfera espiritual de morte, há uma referência ao poder dos necromantes, que até o século 18, foram amplamente classificados como xamãs.

Presentemente – nos dias de hoje – os necromantes da Antiguidade são chamados de «espiritas», e porem no passado eles chamavam-se de «necromantes», e os necromantes foram frequentemente chamados de “conjuradores de ossos”, o que é uma alusão á sua presença nocturna em cemitérios, onde através dos ossos de defuntos iniciavam o perigoso, extenuante e doloroso processo de contato com o mundo dos mortos, o que consiste numa pratica espiritual que tem fortes raízes e influências da cultura ritualista popular e profana. Nesse arte de criar uma ponte entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, aos ossos de defunto o necromante acaba por juntar rituais ocultos vigorosos e a oferenda de sangue de gado negro, ou aves negra, ou ate mesmo do seu próprio sangue.

Os rituais dos necromantes são dirigidos ás trevas, ou seja: áquela dimensão oculta e obscura onde habitam as assombrações de cemitério e até demonios, e são rituais perigosos se foram executados por leigos, pois quem vai contatar com as trevas pode acabar preso nas trevas se não dominar as artes da necromancia.

Na sequência do Renascimento,  algumas alusões bíblicas começaram a ser consideradas como fontes de relato histórico que comprova o fenómeno espirita, e no que diz respeito às práticas dos necromantes.

Tais relatos constam nas Sagradas Escrituras, nas quais existem várias evidências para provar que essas teorias são verdadeiras. Senão, olhai o exemplo da bruxa de Endor , uma mulher que era espirita e praticante da necromancia, e que é comprovada no Antigo Testamento.

Entre essas referencias históricas á necromancia, no Antigo Testamento surge aquela que consta do I Livro de Samuel, onde se fala da bruxa de Endor, e ali está escrito:

Então disse Saul aos seus criados: Buscai-me uma mulher que tenha o espírito de bruxa. E os seus criados lhe disseram: Eis que em En-Dor há uma mulher necromante que tem o espírito bruxa.
E Saul se disfarçou, e vestiu outras roupas, e foi ele com dois homens, e de noite chegaram à mulher; e disse: Peço-te que pelo teu espírito de feiticeira, e me faças subir do mundo dos mortos a quem eu te disser.
Então a mulher lhe disse:

A quem te farei subir?

E disse ele: Faze-me subir a Samuel.
E o rei lhe disse: Não temas; que é que vês?

Então a mulher disse a Saul: Vejo deuses que sobem da terra.
E lhe disse: Como é a sua figura?

E disse ela: Vem subindo um homem ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e se prostrou.
Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir?
1 Samuel 28:7-15

Pois assim se sabe:

A chamada bruxa de Endor era uma espirita – ou necromante – que morava no vilarejo de Endor – no vale de Jizreel – e que foi consultada pelo Rei Saul quando este desejou comunicar com o espirito do defunto de Samuel. A bruxa fez a sua arte necromante, e o espirito de Samuel veio a este mundo dos vivos atravessando o véu que no separa o nosso mundo do mundo dos mortos, e comunicou com o Rei Saul. Este relato histórico está registado da Bíblia, e confirma a existência do fenómeno necromante ou espirita.

Assim, a necromancia sobreviveu até aos dias de hoje, e continua ainda a existir, e as suas praticas manifestam resultados eficazes tanto hoje como na antiguidade.

A necromancia é um mistério das trevas, é um mistério tão profundo e oculto quanto o mistério da própria morte e a vida após a morte, e por isso e é um mistério que deve ser lidado com respeito e apenas por espiritas e necromantes experientes nas artes do oculto.

O que são amarrações com recurso a espiritismo?

As amarrações espíritas ou de necromancia são invocações de espíritos feitas atraves de magia negra, são invocações de espíritos que habitam no mundo do «Além-túmulo» ou do «Alem-da-vida», ou seja: são espíritos que habitam para alem deste mundo dos vivos, habitando nas profundas névoas da realidade dos mortos, e que são chamados a vir a este mundo dos vivos para neste mundo edificarem na demanda que lhes é encomendada. Entre esses espíritos há os espíritos dos mortos, há os espíritos infernais e demonios, etc.

Uma invocação de espíritos pode ser feita para diversos fins: para abrir ou trancar caminhos financeiros, para expurgar o mal de alguém ou injetar o mal em alguém, para curar ou causar enfermidades de origem sobrenatural, para exorcizar ou invocar entidades e forças malignas, para atrair boa-sorte ou infestar com maldiçoes, para afastar pessoas indesejáveis ou atrair pessoas desejáveis, para castigar uma pessoa ruim ou beneficiar uma pessoa boa, para conceder fertilidade ou causar esterilidade, para salvar ou condenar um casamento, para assombrar ou desassombrar um lar, uma família ou uma pessoa, ou – no caso que estamos a descrever – para fins amorosos.

Quando a invocação de espíritos é feita para fins amorosos, então ela chama-se de amarração ou amarrações.

È reconhecido que objectos que estiveram relacionados com a morte ou que foram intervenientes num processo de passagem deste mundo dos vivos para o mundo dos mortos, são desde sempre considerados objectos investidos de particular poder para agir sobre o mundo dos espíritos. Por isso mesmo as relíquias sagradas são tao importantes na história do misticismo, como por exemplo: lascas da cruz onde cristo foi cruxificado, lascas dos pregos usados na crucificação de Cristo, lascas ou pedaços de ossos retirados de santos apos o seu falecimento, objetos pessoais de santos e que estavam presentes no momento do falecimento do santo, etc.  Vejamos um exemplo:

Os pregos da crucificação de cristo ou a madeira da sua cruz, foram objectos que estiveram presentes no exato momento da morte de Jesus, ou seja: estiveram em contato com o seu corpo e a sua alma no momento em que Jesus morreu e o seu espírito abandonou o corpo para se encaminhar para o mundo dos espíritos. Ora: isso investe esses objetos com um magnetismo particular que é absorvido do momento em que uma alma sai deste mundo físico e a sua alma se encaminha para o mundo do esprito. Nesse momento em ocorre esse fenómeno chamado de morte – que é o fenómeno através do qual uma alma abandona o seu corpo físico e perpassa o véu que separa este mundo carnal do mundo dos espíritos – é gerada uma pequena fissura entre estes dois mundos, e energias são libertadas do mundo do Alem para este mundo, e os objectos que estão ali intimamente relacionados com esse momento são imbuídos de fortes energias espirituais. È como se esses objetos tivessem sido brevemente – apenas por alguns segundos – mergulhados no mundo do Alem e em contato direto com a própria morte, pelo que quando regressam ao seu estado normal neste mundo, eles vem investidos dessa energia espiritual sobrenatural.

Também o santo sudário é um desses exemplos, pois sendo o lençol que envolveu o corpo de Cristo apos a sua morte, porem também estava a envolver o corpo de Cristo quando – passados três dias – o espirito de Jesus regressou a este mundo. Pois então: esse objecto esteve intimamente presente no momento em que ocorreu a abertura de uma fissura no véu que separa o mundo dos mortos do mundo dos vivos, e em que o espirito de Jesus regressou do Outro mundo para este nosso mundo. È como se uma porta tivesse sido momentaneamente aberta, e esse tecido do sudário fosse magnetizado com as energias provindas do Alem, tornando-o num objeto investido de uma intensidade espiritual muito especial.

O mesmo pode suceder com objetos com os quais uma pessoa já falecida tinha uma relação espiritual muito íntima, uma empatia emocional extremamente marcante, tao marcante e tão íntima que faz como se esse objeto fosse como uma parte dessa mesma pessoa. Pode-se tratar de um anel, de uma peça de roupa, de um livro, de um colar, de qualquer objeto tao intimo e no qual a pessoa depositou as suas memorias ou os seus sentimentos de uma forma tao profunda, que se tornou um reflexo espiritual dessa pessoa, de tal forma que esse objeto passa a ser como se fosse um membro psíquico do corpo físico dessa pessoa,  pois que as vibrações e energias dessa pessoa foram depositadas e impregnadas nesse objeto.

Pois bem: no momento do falecimento – quando a alma está a viajar deste mundo dos vivos para o outro mundo dos mortos, e quando se abre a fissura entre os dois mundos – esse tipo de objetos pode receber vibrações do mundo do Alem, ficando assim – tais objetos pessoais do defunto – investidos de uma aura espiritual poderosa.

Também certos locais podem ser investidos dessa mesma intensidade mística, tais como locais onde pessoas faleceram, ou onde estão depositados os restos mortais de pessoas desencarnadas.  Do ponto de vista religioso, a  Basílica de são Pedro – no Vaticano – está basicamente fundada em cima de um cemitério, pois por debaixo da basílica encontram-se sepultadas as ossadas de santos do cristianismo, e é ali por baixo da basílica que são sepultados os papas falecidos. Ora: uma igreja edificada em cima de um cemitério – conforme qualquer local edificado por cima de um cemitério e onde se realizam rituais esotéricos – é essencialmente um local altamente propicio a atrair espíritos, fenómenos sobrenaturais e aparições, e é por isso um local assombrado pelo mundo dos espíritos, e quem edificou a basílica de são Pedro bem que sabia destes factos espirituais.  O mesmo fenómeno pode ocorrer em cemitérios, casas assombradas, locais privados ou espaços públicos onde ocorreram falecimentos, etc.

Pois bem:

As amarrações de necromancia são amarrações celebradas em locais com esta natureza esotérica, ou seja:

em locais investidos de um grande magnetismo espiritual e que constituem um poderoso chamamento de espíritos e assombrações, pois são locais marcados pela morte, e onde o véu que separa o mundo dos mortos do mundo dos vivos é mais ténue e mais propicio á invocação de espíritos.

As amarrações de necromancia são por isso amarrações realizadas em locais assombrados, ou usando-se de objetos ligados á morte de um defunto, que é o momento em que uma alma abandona este mundo dos vivos para perpassar o véu do Além e entrar no mundo dos mortos.

As amarrações de necromancia são por isso amarrações necromantes, ou seja, são amarrações celebradas usando-se de técnicas de espiritismo, ou seja: técnicas espiritas e necromantes que consistem no contato directo com o mundo dos mortos ou o mundo dos espíritos.

Que efeitos tem as amarrações de necromancia?

Nas amarrações de necromancia, alma da pessoa amarrada será em espirito aberta á influencia de outros espíritos e entidades conjuradas, e daí em diante a pessoa amarrada será noite apos noite visitada por assombrações e visões noturnas que irão a atormentar até que ela vá ceder e se entregar ao mandante da amarração. Nas amarrações de necromancia, a pessoa fica livre de espernear e teimar como entender, pois ela não deve desconfiar que foi embruxada. Porem: Nas amarrações de necromancia, o purgatório de assombrações ira perdurar sem cessar ate que a pessoa se canse, e se entregue. Nas amarrações de necromancia, obviamente que tudo isso se trata de um processo de espiritual de assombrações de cemitério e de demónios que é invisível, e do qual a pessoa não se vai lembrar durante o dia, para que nem ela nem as pessoas á sua volta desconfiem que a pessoa foi embruxada. E porem: Nas amarrações de necromancia, á noite o tormento das assombrações voltará sempre para assombrar, até que a criatura embruxada e assombrada se entregue ao mandante das amarrações.

Por isso, a criatura amarrada pelas amarrações de necromancia estará condenada a entregar-se ao mandante da amarração, e enquanto teimar em não ceder então será em espirito fustigada no seu espirito pelos tormentos das assombrações e aparições, e assim será noite apos noite – em espirito no seu espirito – ate que a pessoa se entregue, e – demore o que demorar – ela acaba sempre por se entregar.

Aviso sobre amarrações de necromancia:

Nas amarrações de necromancia, esta amarração é um ritual de espiritismo poderoso, pelo que quando está a ser celebrada em cemitério ou em locais assombrados, podem-se ver vultos ou assombrações, sentir ventos uivando, sentir alterações de temperatura, escutar murmúrios de espíritos, ver serpentes, ver larvas, vermes ou insectos, ver animais rondando como gatos negros, sapos, serpentes, ou cães negros, ou bodes negros, ver mochos voando por cima do bruxos, ou ver um corvo negro, ou ouvir uivos de animais, pois que se está invocando a espíritos e assombrações que se manifestam no momento da conjuração. Por isso: não vá empreender nestes rituais se não for um bruxo treinado para lidar neles, pois que o incauto ou curioso poderá acabar possuído de espíritos, e sofrendo fatalidades.

O sacerdote Daniel é sacerdote ordenado pela Congregação Devocional de são Cipriano, e exerce a sua actividade no Altar de são Cipriano e Bruxa Èvora. Quer saber mais sobre amarrações, magia negra, trabalhos de magia, vidência, bruxaria ? Então veja e leia tudo, em:

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