Vidência, mediunidade, espiritismo, Necromancia

Vidência, mediunidade, espiritismo, Necromancia

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O acto de Necromancia é o acto de entrar em contato com espíritos de mortos, demónios ou entidades das trevas ou do Alem-tumulo. Esse tipo de contacto com os espíritos de mortos ou com entidades das trevas, é considerado pela Igreja como um acto de Magia negra.

Nos dias de hoje, a esta doutrina espiritual chama-se «espiritismo», porem antes do sec XIX , ( e nos tempos biblicos), chamava-se de Necromancia. Nas artes ocultas da Necromancia inclui-se a Vidência, que é a capacidade de entrar em contacto com o mundo dos espíritos, ou mundo do Alem-tumulo.

Assim sendo:

Vidência é a capacidade de entrar em contacto com os espíritos, com o mundo dos espíritos, com as almas já desencarnadas, com o mundo dos mortos, ou com as aparições e assombrações que habitam no mundo das almas.

Sobre a vidência

Existem 6 tipos de capacidade paranormal de mediunidade ou clarividência, ou aquilo a que se chama de vidência, e são essas:

Vidência onírica – manifesta-se através de sonhos reveladores que mais tarde se confirmam terem acontecido ou irem acontecer tal conforme o vidente sonhou.

Vidência física – é praticada através da qual o vidente que consegue entrar em contato com o mundo dos espíritos através do toque o manuseamento de um objecto místico, tal conforme as cartas de Tarot, búzios africanos, ossos vodu, tabua Ouijá, etc.

Vidência sensitiva – manifesta-se através de sensações e pressentimentos que depois se confirmam terem acontecido ou irem acontecer tal conforme o vidente pressentiu.

Vidência psíquica – ocorre quando o vidente recebe na sua mente mensagens dos espíritos, seja através de palavras, ou de imagens, ou de pensamentos, ou de frases, sendo que essas mensagens depois confirmam ter nexo com a realidade e serem verdadeiras, seja por terem acontecido ou irem acontecer tal conforme a mensagem que foi recebida pelo vidente.

Vidência auditiva – ocorre quando o vidente escuta sons, murmúrios, melodias, sendo que esses sons correspondem a mensagens que se confirmam serem verdadeiras. Podem manifestar-se sons de vozes humanas, ou sons de animais, ou uivos de assombrações, ou todo o tipo de manifestações audíveis sem explicação numa casa ou num local,  ( tais como batidas inexplicáveis, coisas a invisíveis a arrastarem-se, etc),

Vidência visual – ocorre quando o vidente tem visões claras de locais, objectos, pessoas, ou acontecimentos, e se comprova que essas mensagens são verídicas, por terem acontecido ou irem acontecer tal conforme a mensagem que foi recebida pelo vidente.

O que é um espirita ou um vidente?

um espirita, ( ou um médium, ou um vidente,), serve de mensageiro através do qual os espíritos lhe falam, seja por sonhos, seja por visões, seja por pensamentos ou palavras que os espíritos lhe murmuram, seja por pressentimentos, sentimentos ou sensações que os espíritos lhe despertam, seja por sinais ou augúrios que os espíritos lhe revelam.

Dessa forma, o espirita – ou o médium – serve como um intermediário entre o mundo dos espíritos, (  dos espíritos já desencarnados que vivem no «outro lado», ou no mundo dos mortos), e este mundo, ou o mundo de todos nos que estamos aqui vivendo enquanto espíritos encarnados em corpos de carne e osso e sangue.

Um espirita ou um médium tem essa sensibilidade espiritual, que é a capacidade de escutar aos ecos do mundo dos mortos, e a capacidade de ver as mensagens, as visões, os pressentimentos, os augúrios e os sinais que os espíritos lhe enviam, por forma a passar essas mensagens aos vivos que ainda estão habitando neste mundo.

Habitar nessa fronteira – ou nessa franja de realidade desfocada e periclitante –  entre este mundo dos vivos e o mundo dos espíritos, não é fácil!, e pode atrair todo o tipo de moléstia e de sofrimento a quem vive ligado a ambos os mundos!, pelo que não é missão fácil e é um fardo de responsabilidade que se carrega nos ombros por toda a vida

como trabalha o espirita ou o vidente ?

os espíritos quando falam, eles falam através de visões, ou de sons, ou de símbolos, ou de pressentimentos, ou de augúrios, ou de sinais,  ou de palavras que são enviadas a quem está sintonizando-se com os espíritos, e contactando aos espíritos!

Então:

os espíritos não falam por isso nos termos que nós humanos queremos nem mandamos, mas os espíritos falam sim conforme eles querem, como eles querem, e sempre na linguagem dos espíritos, ou seja: através de mensagens, de sinais, de mistérios e de augúrios que eles entendem que devem passar do «outro lado», ( do mundo dos espíritos e dos desencarnados), para este mundo, que é o nosso mundo dos vivos e encarnados em carne e osso.

Assim sendo:

certas palavras quando são murmuradas pelos espíritos não são – por vezes – entendíveis com toda a clareza!, pois os espíritos e as aparições falam como se estivessem murmurando através de um véu muito espesso, e como se estivessem muito distantes, pois eles estão «do outro lado», (no mundo dos espíritos), e por isso os seus ecos nem sempre são fáceis de compreender com clareza, pois quando chegam a este mundo já vem algo distorcidos ou enfraquecidos, como imagens turvas e desfocadas, ou sons que atravessaram grande distancia e por isso estão abafados, ou tem muito ruido no meio.

Os espíritos falam por vezes de forma misteriosas, e eles movem-se por caminhos insondáveis, e eles anunciam augúrios difusos, turvos, e nebulentos!, e eles manifestam-se através de sinais enigmáticos!, ou de pressentimentos!, ou de sensações!, ou de visões!, ou de aparições!, pois os espíritos – já estando desencarnados e já não tendo um corpo – então não falam com a boca e com palavras conforme nós falamos,(nós que estando neste mundo temos um corpo e uma boca para falar), mas sim os espíritos, (desencarnados que são!, e estando no lado oculto do mundo dos mortos e dos espíritos!), falam por sinais, por mensagens e por augúrios que por vezes não são nítidos!, e são sempre  algo desfocados para quem os recebe!

Então:

por isso mesmo o espirita que está recebendo essas mensagens, transmite-as conforme as está conseguindo receber, e procura sempre confirmar – junto daquele que se está consultando – sobre o significado dos símbolos, dos sons ou das imagens que está vendo e recebendo do mundo dos espíritos.

Cuidados a ter com a leitura mediúnica

Sobre o Guia Espiritual

Chama-se leitura mediúnica ao contato que o vidente estabelece com o mundo dos espíritos, e através do qual recebe dos espíritos mensagens, sejam elas na forma de visões, de pressentimentos, de augúrios, de sinais, de palavras, etc. Nesse processo, todo o vidente experiente e treinado tem um guia espiritual, e é esse guia espiritual que serve de elo ou ponte entre o vidente e o mundo dos espíritos.

O que é o guia espiritual ? O guia espiritual é um espírito de um falecido do vidente, um espirito que habita no mundo dos mortos, e um espirito que acolhe o médium sempre que o espirito do vidente entra espiritualmente – e temporariamente –  no reino dos mortos. O vidente é uma pessoa que espiritualmente está muito perto do mundo dos mortos, e por isso a sua alma está aberta a migrar através do véu que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos, e a fazer incursões temporárias nesse reino dos espíritos. Pois o Guia Espiritual é o espírito que recebe o alma do vidente lá do Outro-Lado, e o acolhe durante essas visitas temporárias. O Guia Espiritual é a garantia que quando o vidente entra em contato com o mundo dos espíritos, ele está protegido e será direcionado para comunicar com espíritos que o podem ajudar, ao invés de se deparar com espíritos negativos e prejudiciais. Por isso: um vidente tem de ter um guia que habita lá no mundo do Àlem, ( normalmente um familiar já falecido),  assim como o vidente deve de antecipadamente tomar uma serie de precauções para evitar os perigos do contato com o mundo dos mortos.

Sobre os vários espíritos do mundo espiritual 

Veja-se: o mundo dos espíritos é um mundo do qual pode provir grande virtude e beneficio, e porem o seu oposto também é verdade, ou seja: mas também é um mundo de perigos. Pois assim sendo: quando se passa o véu que separa o mundo dos mortos do mundo dos vivos, eis que na neblina e névoas do mundo dos espíritos você pode encontrar espíritos positivos dispostos a ajudar e enviar mensagens uteis ao seu problema, e porem dessa mesma neblina e névoa de trevas que reside para alem da vida, aí podem residir demónios, espíritos revoltados e  irados ou vingativos, espíritos a que chamamos «tricksters» ou espíritos impostores, que são entidades que gostam de brincar e enganar o incauto e leigo que entra nos seus domínios ocultos.

Pois bem: são comuns os casos de pessoas sem treino e impreparadas que ao lidar com a vidência através de tabuas Ouijá, ou pêndulos, ou cartas de Tarot, etc, ao invés de encontrarem espíritos auxiliadores, antes encontram esse tipo de espíritos negativos. Por consequência, tem sucedido que essas pessoas impreparadas julgam estar a falar , ( por exemplo), com um ente falecido a quem queriam contactar, para mais tarde descobrirem – a grande custo e com grandes prejuízos – que afinal estavam a falar com um demónio ou uma entidade maligna. Isso são casos perigosos, pois esses são os casos em que o médium pode acabar por ficar preso entre este mundo dos vivos e o mundo dos mortos, ou seja: pode acabar possuído por espíritos de trevas, estando o seu corpo físico neste mundo, e porem a sua alma aprisionada no mundo dos mortos, e aquilo que passa a controlar este corpo físico é uma entidade maligna. Muitos destes casos já levaram a consequências fatais como a demência ou até mesmo falecimentos, e por isso: não pratique a vidência nem a mediunidade sem saber o que está a fazer, e sem ter tido o devido treino para lidar com esta realidade oculta.

Por isso: se procura contactar com os espíritos ou fazer um trabalho com os espíritos, então procure um especialista, e não se meta a mexer naquilo que desconhece.

Sobre o contato com os espíritos

Primeira lei sobre as mensagens dos espíritos:

Os espíritos não são papagaios nem computadores. Significa isto: os espíritos não são papagaios para estar a falar aquilo que você quer ouvir – e por vezes nem falam quando você quer – mas sim eles enviam mensagens, sinais, avisos e mensagens que servem para nos dar orientação.

Por outro lado: os espíritos não enviam relatórios de computador ao premir de um botão, mas sim eles – que estando no mundo sobrenatural dos desencarnados e defuntos – conseguem ver aquilo que nós não conseguimos, e por isso enviam-nos mensagens para nos guiar face áquilo que estamos a viver, guiando-nos no caminho certo quanto ao que poderemos viver se pisarmos os caminhos certos com os passos certos. Por isso: anos não nos cabe escrutinar nem esmiuçar as mensagens dos espíritos, mas sim cabe-nos é escutar, respeitar e interpretar as mensagens do espíritos e aparições.

Segunda lei sobre as mensagens dos espíritos:

Os espíritos não advinham nada. Se você está á procura de contactar os espíritos para ganhar na loteria, então desengane-se. Os espíritos do mundo dos desencarnados não adivinham nada, mas sim os espíritos dos mortos enviam mensagens, dão sinais, augúrios e avisos que servem para nos guiar aqui no mundo dos vivos.

Terceira lei sobre as mensagens dos espíritos:

As mensagens dos espíritos são para respeitar, e não para questionar.

O espirito fala aquilo que quer, da forma que quer. Cabe-nos ter os ouvidos e o entendimento para os compreender, e cabe-nos aceitar as suas mensagens.

Não vale a pena estar a insistir com um espirito ate á exaustão, porque o espirito só lhe dirá aquilo que lhe pode dizer, e o espirito apenas lhe revelará aquilo que quer revelar.

Por isso: não vale a pena querer esmiuçar nem questionar os augúrios dos espíritos. Ao contrario, cabe a quem escutou ao espirito aceitar a mensagem dos espíritos, interpretar os sinais e augúrios dos espíritos, e guiar-se pela revelação que o espirito fez.

Regras a respeitar quando se consulta os espíritos através de um vidente

Primeira regra sobre a consulta aos espíritos:

A primeira regra para se consultar aos espíritos é aquela que são Cipriano ensinou, pois olhai que assim se pode ler na obra de são Cipriano:

Repetimos de uma recomendação: não useis (…) para coisa fúteis, nem para brincadeiras, nem para lotarias, nem para nada que não seja honesto. Não brinqueis com essas coisas  (…) não penseis sequer nisso (…) é faca de dois gumes que poderá conduzir (…) a situações difíceis

Obra de são Cipriano, Pag 385

Pois por isso, assim avisa o ensinamento do santo:

O contacto com os espíritos é coisa seria que tanto pode beneficiar quem a ele recorre com seriedade e verdade, como pode bem prejudicar e desgraçar quem a ele recorre com falsidades ou má-intenção.

Pois por isso:

Quando a espirito se coloca questão falsa, então com falsidade ele responderá, e desolação do espirito retirareis, pois que espirito não é coisa para se brincar nem para ser encarado de ânimo leve.

Da mesma forma:

Jamais consulteis a um espirito por mera curiosidade, nem por leviandade, e ainda menos para testar ao espirito, pois que espirito que é consultado apenas para ser duvidado, para ser motivo de chacota, ou – simplesmente – para ser testado… esse acaba sempre infernizando-vos e fazendo da vossa vida um purgatório.

Em resumo, o ensinamento é:

O que se dá ao espirito, é o que do espirito se recebe.

Ou seja:

Se colocardes verdade nas vossas perguntas, então do espirito colhereis verdade na resposta.

E porem:

Se mentiras, leviandades, falsos propósitos, brincadeiras ou falsidades colocardes nas vossas perguntas, então do espirito recebereis deceção, desnorte, desorientação, mentiras, desapontamento e desolação na resposta, pois que os espíritos de mortos e aparições não são coisa para se brincar.

Pois por isso, e conforme dissemos:

O que derdes ao espirito, do espirito recebereis.

Quer isso dizer:

Dai ao espirito verdade e recebereis verdade; dai-lhe mentira e recebereis mentira.

Segunda regra sobre a consulta dos espíritos

Assim se pode ler na obra de são Cipriano:

Se uma pessoa vos consultar (…) e vós não virdes nada, dizei francamente que não vistes nada: não inventeis nada para dizer. O consultante respeitar-vos-á muito mais se não conseguirdes ver nada, do que se disserdes alguma coisa inventada

Obra de são Cipriano, Pag 384

Pois assim se sabe:

A vidência não é como uma lâmpada que se liga e desliga conforme o clique de um interruptor. Por vezes os espíritos querem-se manifestar, e outra vezes eles não querem, e optam por permanecer em silencio, repousando lá nas distantes névoas das profundezas abismais do mundo dos mortos. O vidente tem de respeitar a vontade dos espíritos, e jamais forçar um contato de forma contrariada, pois que os espíritos tendem a reagir mal quando são forçados a manifestar-se contra a sua vontade.

Terceira regra de consulta dos espíritos

Os videntes estão proibidos de revelar certo tipo de mensagens, pois que assim o ensinou são Cipriano quando assim escreveu:

se uma pessoa vos consultar (…) não digais nada que possa vir a destruir um lar, ou causar sofrimento

Obra de são Cipriano, Pag 384

se uma pessoa vos consultar (…) jamais informeis o consultante sobre o dia da morte dele (…) também não aviseis a uma pessoa que ela vai ficar doente ou quem vai falecer

Obra de são Cipriano, Pag 384

Pois assim se sabe:

Certas coisas não deve o vidente revelar, pois podem ser demasiadamente perturbadoras para o consultante, e nesses casos – apesar do vidente receber a mensagem dos espíritos – deve sobre esse augúrio manter silencio e segredo.

Toda a verdade sobre a videncia

Eis assim toda a verdade sobre a vidência, para que se entenda este fenómeno, para que se desmistifiquem ideias erradas, para que se clarifiquem equívocos, e para que se recorra da vidência com a plena consciência das suas leis, assim fazendo-se bom uso da mediunidade.

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